‘Emoção e euforia’: casal de SC relata chegada ao Alasca durante viagem de volta ao mundo

Casal saiu de Brusque, foi até o Ushuaia, e atravessou as Américas até chegar ao Alasca em jornada repleta de desafios e aprendizados

Foto de Nathalia Fontana

Nathalia Fontana Itajaí

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Há três anos, Leo e Fabi saíram de Brusque, no Vale do Itajaí, para uma viagem de volta ao mundo. Com mudanças de rota e muitos aprendizados pelo caminho, o casal chegou ao Alasca, destino que é um marco não só para eles, mas para muitos viajantes que decidem desbravar as Américas.

Casal realizou sonho de chegar até o Alasca em motorhome – Foto: @leoefabivalle/Reprodução/NDCasal realizou sonho de chegar até o Alasca em motorhome – Foto: @leoefabivalle/Reprodução/ND

O caminho foi longo: foram 712 dias, 43.336 quilômetros e 16 países até finalmente enxergarem a famosa placa “Welcome to Alaska”. Fabi conta que o momento em que esse sonho se tornou real foi repleto de emoção.

“Sempre pareceu algo muito distante, quase surreal. Falávamos tanto sobre ir até o Alasca, mas mesmo no Canadá, tão perto da última fronteira, ainda parecia algo distante. Ficamos um pouco anestesiados, demorou para cair a ficha”, relembra.

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Leo e Fabi moram dentro do motorhome que eles mesmos construíram, e conciliam uma vida de trabalho no estrada, o que foi um dos principais desafios da jornada. Enfrentar o desconhecido todos os dias e lidar com problemas com o carro também estão na lista, mas a saudade da família ganha de longe, diz Fabi.

“Nada se compara com a distância da família, das pessoa que amamos. A cada data importante, cada problema que acontece é que nos sentimos impotentes por estarmos distantes, a dor da saudade aperta”, afirma.

O casal brusquense saiu para a viagem de volta ao mundo em janeiro de 2020, e foi surpreendido pela pandemia. Eles passaram pelo Japão, Coréia do Sul e Tailândia, onde estavam quando a pandemia começou.

Depois da decisão de voltar ao Brasil, surgiu um novo projeto: construir um motorhome para dar continuidade à viagem. Foram onze meses de montagem até que tudo estivesse pronto para a expedição pelas Américas.

Casal compartilha sonho de viajar o mundo

Em outubro de 2021, depois de terem feito uma viagem teste por Santa Catarina, o casal partiu em direção ao Ushuaia. Após chegarem ao ponto mais ao Sul do continente, o Alasca se tornou o novo objetivo em uma jornada pelas Américas.

Mas segundo o casal, o sonho não para por aí. “Apesar de ter o Alasca como objetivo por ser um grande marco nessa jornada, nunca foi sobre chegar ao Alasca, ele é uma grande marco, mas não o fim. Ainda queremos viajar mais alguns meses entre Canadá e Estados Unidos, inclusive cruzar a rota 66, antes de despachar o motorhome de volta para a América do Sul”, afirma Fabi.

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    Leo e Fabi viajam juntos em motorhome construído por eles - @leoefabivalle/Reprodução/ND
    Leo e Fabi viajam juntos em motorhome construído por eles - @leoefabivalle/Reprodução/ND
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    Emoção tomou conta ao ver placa que marca entrada no Alasca - @leoefabivalle/Reprodução/ND
    Emoção tomou conta ao ver placa que marca entrada no Alasca - @leoefabivalle/Reprodução/ND
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    Foram 43.336 quilômetros e 16 países cruzados até o destino - @leoefabivalle/Reprodução/ND
    Foram 43.336 quilômetros e 16 países cruzados até o destino - @leoefabivalle/Reprodução/ND
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    Fabi relembra que ver a neve caindo logo que eles chegaram no Alasca tornou momento ainda mais especial - @leoefabivalle/Reprodução/ND
    Fabi relembra que ver a neve caindo logo que eles chegaram no Alasca tornou momento ainda mais especial - @leoefabivalle/Reprodução/ND

O retorno para a América do Sul deve acontecer em março de 2024. Depois disso, a ideia é voltar a viajar de mochila, começando pela Ásia, retomando o projeto inicial do casal que foi interrompido pela pandemia.

Enquanto isso, Fabi e Leo colecionam lições sobre a vida enquanto conhecem lugares encantadores do mundo e documentam as experiências nas redes sociais.

“Desde entender que precisamos de poucas coisas materiais para viver, ver na prática que gentileza é algo que leva você longe, entender que cada cultura é única e respeitar essa singularidade, perceber que há muito mais pessoas boas e dispostas a ajudar do que o contrário. Enfim, pode parecer piegas, mas essa foi uma jornada de transformação profunda para nós”, finaliza.

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