Há um mês, em evento público, Topázio Neto (PSD) sinalizou a disposição de subir o tom da conversa com a Casan, concessionária de água e esgoto que vem prestando serviços nos últimos 10 anos, a metade do prazo previsto pelo contrato de concessão.
DCIM101MEDIADJI_0759.JPG – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDAo falar durante apresentação de uma pesquisa de opinião pública sobre Florianópolis, que incluiu avaliação sobre o saneamento, o prefeito considerou que um dos desafios do próximo governo estadual é “fazer a Casan se mexer”, que a concessionária precisa ser “mais ágil, efetiva e investir mais na cidade” e, ainda, que a Capital “não pode mais esperar”.
O documento de sete páginas encaminhado à presidente Roberta Maas dos Anjos para cobrar mais investimentos na cidade traz dados técnicos e informações consistentes sobre a situação do município, que têm 11 sistemas de esgotamento sanitário em operação, sendo nove operados pela Casan, um pela iniciativa privada (Jurerê In) e outro por um ente público federal (Base Aérea).
SeguirJá no início, a prefeitura contesta a Casan sobre o índice de cobertura do esgotamento sanitário de Florianópolis: diz que o percentual é de 58%, abaixo dos 65% alegados pela concessionária.
Num dos trechos, Topázio e o secretário do Meio Ambiente, Fábio Braga, alertam para a “baixa qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias” no Brasil e que esse quadro “está associado a problemas de saúde pública e no meio ambiente’.
Em outro ponto, destacam que “a população também reconhece a inoperância da Casan, haja vista as centenas de manifestações com relação ao saneamento básico colhidas nas 14 audiências públicas realizadas para a revisão do Plano Diretor”.
Topázio já pediu uma audiência com o governador eleito Jorginho Mello (PL) e o round entre a prefeitura e a Casan está na pauta.