O desejo de muitos brasileiros é se aventurar e ir morar na Europa e Portugal é um desses destinos buscado pelas pessoas. Um especialista que vive há mais de 20 anos no país, elencou cinco dicas para facilitar a vida de quem pretende se mudar para lá.
Especialista dá cinco dicas para quem quer morar em Portugal – Foto: Oleksandr Pidvalnyi/Pexels/Divulgação/ND“Não existe receita ou fórmula específica para que uma pessoa se mude de país de forma eficiente. O que existe é planejamento com base em uma análise criteriosa da realidade vivida por cada um dos familiares”, afirma o advogado Maurício Gonçalves, que está há 22 anos em Portugal.
Contudo, segundo ele, as mudanças feitas por brasileiros de forma precipitada e sem planejamento, tem dificultado a vida na terrinha. Justamente por conta das dificuldades que acabam enfrentando por lá, eles optam por retornar ao Brasil.
SeguirO advogado – que atua nos setores de imigração e nacionalidade portuguesa, destaca que – além do planejamento – a incapacidade de obter documentos essenciais por falta de regularização da permanência no país, desemprego e precariedade econômica são alguns dos fatores que motivam o retornos dos brasileiros.
Por conta disso, Gonçalves elencou cinco dicas para quem pretende viver em Portugal.
Confira as cinco dicas
Pesquise
O primeiro ponto sugerido é a pesquisa. Conforme ele, é essencial fazer planos e se informar corretamente para não passar dificuldades.
“Mudar de país pode ser uma aventura muito agradável desde que haja planejamento, por isso, é importante pesquisar sobre as cidades, conhecer mais da cultura e história”, orienta.
Investir
Um dos fatores primordiais para se mudar para o território português é a reserva financeira. É necessário avaliar os custos com a despesa de documentação, analisar os gastos nos primeiros meses e calcular valor de hospedagem, aluguel, mobília de casa, transporte e o custo de vida de forma geral.
Para o especialista, vale a pena investir um pouco mais para garantir conforto e segurança.
Planejamento profissional
Para o advogado, uma das principais preocupação é em relação ao trabalho, principalmente quando não se tem uma poupança considerável. “Temos visto vários profissionais chegar a Portugal despreparados, sem condições de exercer sua atividade da forma desejada. Alguns acreditam em propostas de trabalho prometidas por amigos ou familiares que podem não se concretizar conforme inicialmente proposto”, comenta o advogado.
Para ele é preciso pesquisar e definir como se colocará no mercado português, levando em consideração as formações acadêmicas e profissionais. Além disso, destaca que a cidade onde o trabalho será executado deve ser definida com objetividade, pois nem todas as pessoas precisam viver em grandes centros urbanos para realizar sua atividade com sucesso.
Por isso, o advogado sugere que se faça uma análise do mercado profissional e das demandas existentes em cada cidade ou região. Pois, permitirá que o profissional se coloque em um local adequado.
“É essencial saber que o mercado português reage mais lentamente que o brasileiro. É preciso também tempo para que o estrangeiro tenha condições de comprovar sua capacidade e conquistar o mercado português”, diz.
Onde residir
Quando ao local onde irá morar, o especialista aconselha que se pense no conforto da família e dar prioridade especialmente à situação dos filhos, de onde vão estudar, a proximidade de bons hospitais e o lazer.
Garantir a permanência em Portugal:
segundo o advogado, várias pessoas que vão a Portugal possuem a nacionalidade portuguesa. Por exemplo, quando um dos cônjuges possui a cidadania, o outro pode pedir uma autorização de residência e também obter a cidadania em seguida.
Já para quem não possui o caminho para regularizar é pedir o visto. Segundo o especialista, o documento pode ser obtido por aposentados, estudantes, trabalhadores qualificados, empreendedores e empregados com contrato de trabalho.
“Se um da família conseguir o visto, o cônjuge pode conseguir autorização de residência e o restante pedirá reagrupamento familiar. Depois de alguns anos, todos poderão obter a nacionalidade portuguesa”, finaliza Maurício Gonçalves.