O feriado de Corpus Christi é nesta quinta-feira (16), mas muitos turistas se anteciparam e chegaram antes na Ilha. Em pleno Festival da Tainha, que tem uma série de atrações organizadas pela prefeitura no Mercado Público de Florianópolis e no Largo da Alfândega, famílias e amigos estão degustando a especiaria típica da Capital e se encontrando para um saudável happy hour.
A família Mendes, de BH, está conhecendo Florianópolis no feriadão – Foto: Leo Munhoz/NDTem gente que enfrentou oito horas de viagem para, mais uma vez, visitar a Ilha. Tem gente que pisou, na quarta-feira (15), pela primeira vez na cidade e se encantou.
A defensora pública Juliana Mendes, 46 anos, veio de Belo Horizonte, com o marido, Olavo, e o filho, Tadeu. Eles chegaram na quarta, não conheciam Florianópolis e vão ficar até domingo. Nesta quinta (16), pretendem ir a um restaurante no Sul da Ilha. Nos primeiros instantes na cidade, deram uma passadinha no Mercado Público e almoçaram no Box 32.
SeguirNo Largo da Alfândega, prestigiaram a apresentação da banda da Polícia Militar. A viagem apenas começou, mas, até aqui, tudo perfeito. “Cidade maravilhosa, vocês estão de parabéns! Muito bonita, limpa. O pessoal hospitaleiro e educado no hotel, no Mercado, nas lojinhas”, afirmou Juliana.
A psicóloga Giani Mazzutti, 47 anos, e o marido, o empresário Marcio Mazzutti, 49 anos, fizeram oito horas de viagem, de Rondônia até Florianópolis, para visitar a filha, a estudante de direito Pietra Mazzutti, 24 anos. Todo ano, pelo menos uma vez, é assim.
“O que nos motiva a vir, além de ver a filha, é essa exuberância da natureza, o mar. Florianópolis é realmente uma das melhores cidades para turismo no Brasil”, disse Giani.
Os Mazzutti também aproveitaram a véspera do feriadão para curtir em família no Mercado Público – Foto: Leo Munhoz/NDNa quarta, a família estava no Mercado Público. Marcio conheceu o lugar pela primeira vez e aprovou: “Gostei demais, o local expõe a história de Florianópolis, dos manezinhos. Gostei do artesanato, da culinária, um ambiente muito legal”. Para almoçar, não poderia ser diferente, a família pediu tainha.
Os amigos Elias Gomes, 22 anos, e Karollenn Silva, 23, se conheceram há três anos trabalhando numa franquia de alimentos. Moradores da Trindade, mantêm a amizade desde então e, quando o tempo permite, se encontram. Na quarta, também foram ao Mercado.
“Não é sempre que a gente se junta, mas conciliamos as folgas e resolvemos nos encontrar para tomar uma cervejinha e aproveitar que o feriado está chegando”, disse Elias. A amiga, Karollenn, gosta de sair para espairecer: “Vim botar o papo em dia com o Elias e me distrair um pouco. É raro a gente se encontrar, mas é muito bom sair da rotina”.
Exposição de fotos das paisagens das nove ilhas do arquipélago dos Açores segue até o dia 20 de junho – Foto: Leo Munhoz/NDAlém das atrações gastronômicas do Festival da Tainha, que vai até 3 de julho, o Mercado Público está com a Exposição Fotográfica “Paisagem Açoriana”, na Galeria de Arte do Mercado. A exposição, que vai até 20 de junho, contém fotografias de Joel Pacheco das paisagens das nove ilhas do arquipélago dos Açores.
Segundo Edinéia Vagner, 45 anos, servidora da Fundação Franklin Cascaes, o fluxo de pessoas na exposição está bacana. A Galeria funciona das 12h até 18h, de segunda a sexta, e sábado das 10h às 14h. No feriado, a galeria não estará aberta.
Tradição açoriana
Rute Silva da Costa, de Governador Celso Ramos, tinha sete anos quando aprendeu o crivo, técnica de artesanato trazida pelos imigrantes açorianos para o litoral catarinense.
Rute aprendeu o crivo com a mãe, aos sete anos de idade – Foto: Leo Munhoz/NDHoje, aos 65, ela passa o conhecimento adiante. Uma das atrações do Festival da Tainha é justamente a oficina de crivo que Rute está ministrando para cerca de 12 mulheres.
Depois de prontas, as peças podem ser uma infinidade de coisas: caminhos de mesa, de bandeja, toalhas de banquete, guardanapos, jogos americanos, toalhas de louça, de lavabo, jogos de banho, peseiras e até blusas e vestidos. Na oficina, segundo a professora, as alunas estão indo muito bem.
Ana Rosa Silva, 85 anos, é manezinha, mora em Capoeiras, e quis participar da oficina depois que viu o anúncio numa rede social. “É meu primeiro dia e estou gostando muito. As colegas são muito boas. Pra gente que está em casa sem fazer nada, vir pra cá e trabalhar, é algo bom”, disse Ana.
A manezinha Ana está adorando aprender um novo ofício – Foto: Leo Munhoz/NDA jornalista Andréa Neves, moradora do Centro, se motivou a participar da oficina para resgatar uma arte feita pela avó. “Com essa oportunidade, um curso gratuito e com uma professora mestra criveira, achei que era o momento de buscar esse resgate de prática artesanal de família”, registrou Andréa, que depois de aprender, pretende passar o legado para a neta.
Já a professora de artesanato Marlete Martins, 60 anos, disse que procurou a oficina porque gosta de resgatar fazeres antigos e para agregar novos conhecimentos as suas aulas.
Oficina crivo é gratuito, ocorre no Mercado Público e ainda tem vaga disponível – Foto: Leo Munhoz/ND“Eu já tenho alguma noção, mas vim aprender com a mestra. Quero os detalhes, os acabamentos. Estou adorando. Não é difícil fazer, mas é trabalhoso, tem que fazer com paciência e dedicação”, comentou Marlete.
A oficina começou segunda-feira (13) e vai até o dia 24. Se alguém quiser participar ainda é possível, pois há três vagas disponíveis. Basta ligar na Administração do Mercado no (48) 3225 8464, das 10h às 17h. As aulas ocorrem segundas, quartas e quintas, das 13h30 às 16h30. Nesta quinta, excepcionalmente por causa do feriado, não haverá aula.