A Serra Catarinense tem sido um destino cada vez mais buscado pelo turista, segundo dados da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Ana Vieira, turismóloga da Amures (Associação dos Municípios da Região Serrana), explicou o que pessoas de outras cidades e Estados buscam em uma das regiões mais frias de Santa Catarina.
Frio extremo deve persistir em Santa Catarina – Foto: Wagner Urbano/Divulgação/NDNesta terça-feira (13), foi celebrado o Dia Nacional do Turista. O frio, a natureza e o vinho, são alguns dos atrativos que fazem com que turistas busquem a Serra Catarinense, explica Vieira.
“A nossa base de trabalho na Serra é a natureza. E no inverno, as previsões de frio, de neve, o sincelo de Urupema, que é um fenômeno muito inerente aquele município”, exemplifica.
SeguirAinda conforme a especialista, a Serra tem cada vez mais sido procurada também em outras estações, durante feriados e datas comemorativas. A razão, segunda ela, seria a disponibilidade de opções que se adequam a diferentes temperaturas.
“A gente tem as visitas nas vinícolas, piqueniques nos vinhedos, as trilhas, cavalgadas, o turismo de aventura nos Cânions, esportes radicais, compras, artesanato, Bom Jardim da Serra e Lages tem bons restaurantes, uma boa imersão gastronômica”, completa.
O perfil do turista da Serra Catarinense
Conforme a pesquisa da Fecomércio de Turismo do Inverno de 2022, a maior parte dos visitantes tem idades entre 31 a 40 anos, cerca de 27,9% do público. Na maioria também, os turistas viajam em família, cerca de 47%, ou casal, em torno de 43%. O levantamento também apontou que o turista gasta em média R$ 2.131 para ficar em média 3,4 dias.
Dos turistas que vão para a Serra Catarinense, 62,6% são de Santa Catarina, onde moradores de Florianópolis lideram com maior frequência, de 12,3%. De outros estados, 11,6% dos visitantes vêm de São Paulo e 8,8% do Paraná.
Segundo a turismóloga, o número de turistas tende a aumentar, assim como os atrativos.
“Novos hotéis abrindo, cabanas, em Bom Jardim da Serra em Urubici. Novos restaurantes, hospedagens, locais de visitação”, descreve.
Quais mudanças da pandemia são tendências para o futuro
Conforme a pesquisa da Federação, tanto a busca por hotéis e pousadas e de imóveis alugados tiveram crescimentos semelhantes na comparação entre 2019, ano anterior à pandemia, e 2022.
No caso de hotéis e pousadas, o crescimento foi de 19,3%. Em 2019, 46,3% dos turistas buscavam esse tipo de hospedagem, enquanto em 2022, a porcentagem saltou para 62,6%, o mais procurado.
Já imóveis alugados, como os buscados pelo Airbnb, também cresceram cerca de 3,5%. Enquanto em 2019, 6,8% dos visitantes buscavam por esse tipo de local para pernoitar, em 2022, a fatia aumentou para 10,3%.
De acordo com Vieira, esse aumento de imóveis alugados ocorreu em função da pandemia. Segundo ela, enquanto hotéis e pousadas tinham restrições de ocupação, a outra opção conseguia ser uma alternativa por quem buscava “turistar”, sem se comprometer.
“A gente sabe que o Airbnb veio para ficar, mas a hotelaria é um local que tem controle, regulamentação, e é o tipo de atividade que trás retorno para o município. Então o imóvel alugado tem uma tendência a crescer, mas vai estagnar em determinado momento. Se a hotelaria tiver um preço mais competitivo, a tendência é que ela se estabeleça”, pontuou.