Cerca de 180 indígenas do Rio Grande do Sul chegaram a Balneário Camboriú esta semana para a temporada de verão. Tradicionalmente, eles ficam na cidade para vender artesanato durante o período de maior movimentação.
Indígenas Caingangues chegaram a Balneário Camboriú nesta semana. – Foto: Paulo Metling/NDGilson Rodrigues, líder da comunidade Caingangues de Iraí, no Rio Grande do Sul, explica que as famílias que vêm para o litoral catarinense costumam ficar na cidade até o Carnaval, quando o movimento de turistas diminui.
“Mas a gente deve ir embora antes, por causa da pandemia”, explica. De acordo com ele, a prevenção das famílias – que trazem, muitas vezes, idosos e bebês – começa já na saída de Iraí, quando todos passam por uma triagem.
SeguirJá em terras catarinenses, o grupo passa por mais uma avaliação, desta vez pela Secretaria de Saúde de Balneário Camboriú.
Grupo fica abrigado ao lado da Capela São Roque, no bairro Várzea do Ranchinho. – Foto: Paulo Metling/NDA vinda do grupo para a cidade é um desafio no combate à pandemia de Covid-19. Roberto Pereira de Faria, diretor geral de Inclusão Social de Balneário Camboriú, explica que houve uma reunião com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) para que o município fizesse melhorias no abrigo do grupo.
“As melhorias foram feitas para receber 100 pessoas, para que a gente possa cumprir os protocolos”, explica. O grupo que veio foi maior, e contém idosos e crianças.
Gilson afirma que todos estão cumprindo os protocolos, como o uso de máscara e de álcool em gel, quando saem para a venda dos artesanatos. Caso alguém do grupo tenha um resultado positivo para a doença, será tratado em Balneário Camboriú.