Guarda do Embaú é uma das praias mais visitadas em Palhoça – Foto: Gabriel Lain/NDA praia, entre o Rio da Madre e o mar, é Paulo Lopes e do rio para o bairro é Palhoça. Uma questão geográfica que pouco importa para quem chega à Guarda do Embaú e se depara com um cenário de espetáculo. Há natureza por todos os lados, o verde e as pedras parecem proteger a praia mais procurada por turistas que visitam Palhoça durante o verão.
Reconhecida em outubro passado como Reserva Mundial do Surfe no Brasil, na Guarda o espaço é democrático. Há ondas para surfe e há pequenas piscinas para crianças e quem não é muito fã de mar aberto. O encontro do rio com o oceano rende um banho especial, é água vinda da serra que se mistura ao sal do mar.
Prainha ao lado da Guarda do Embaú – Foto: Gabriel Lain/NDO operador de máquinas Jeferson Souza afirma que não conhecia, até então lugar “tão encantador” como a Guarda do Embaú. “É muito diferente, tem natureza por toda praia. Não é só água e areia”, comenta.
SeguirDe férias pela primeira vez em terras catarinenses, Souza pretende voltar. “Aqui para onde eu olho dá vontade de tirar um tanto de fotos. É muito bonito”, diz.
Anna Ehlert e Jhonatan Gulden resolveram parar na Guarda antes de chegar ao Campeche onde ficarão hospedados. “Estamos vindo de Porto Alegre e paramos para conhecer e relaxar da estrada. É muito bonito”, avalia Anna. “Muito diferente de Balneário Camboriú”, comenta Jhonatan. Esse é o primeiro ano que o casal passará férias na Grande Florianópolis.
Guarda vista a partir de uma trilha – Foto: Gabriel Lain/NDPelas trilhas
Na Guarda há outras praias menores com acesso por trilhas. De baixa dificuldade, famílias inteiras pegam o caminho que leva à Prainha, Costão e Vigia do Meio. No percurso até essas praias não há quem resista a fotografar a paisagem e, claro, fazer selfies.
Mariana Cunha era a fotógrafa oficial da família. “Muito difícil errar a foto aqui”, diz. Pela primeira vez na região, a estudante está hospedada no Centrinho da Guarda “onde a festa não tem fim”.
Espetinho no mar
De longe, um barco chama a atenção pela placa curiosa “Espetinho Marítimo”. É como se fosse um trailer de lanche e churrasquinho, mas numa embarcação. O inusitado barco-espetinho foi idealizado pelo artesão Edson Correa, ou Ed Boll como é conhecido e gosta de ser chamado.
O apelido de Ed surgiu porque ele trabalha também com a fabricação de raquete. Mas não é só. O vendedor de espetinho também é pescador, poeta e carnavalesco.
Venda de espetinho no barco faz sucesso na Guarda – Foto: Gabriel Lain/NDA ideia para o barco surgiu durante uma viagem à Gramado (RS) quando esteve numa lanchonete em que os pasteis tinham nome de personagens de um seriado de TV. Inicialmente, Ed planejava fazer espetinhos em homenagem à Chapecoense. Tudo mudou numa manhã.
“Eu ainda estava testando o barco. Daí chegou uma família e uma menina, que era uma gracinha, gritou ‘Olha mamãe! Um espetinho aquático!”. Pronto! Mudei tudo, foi aquela garotinha que teve essa sacada e eu sou grato a ela”, relembra.
No barco de Ed há uma variedade de espetinhos, bebidas e as histórias que ele tem para contar.
Guarda também tem águas tranquilas – Foto: Gabriel Lain/ND