Ilha de SC virou ‘terra de ninguém’

Abusos, desrespeito e falta de fiscalização tumultuam turismo na Capital

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Em Balneário Camboriú os ônibus de turismo deixam os passageiros nos hotéis e pousadas, pagam uma taxa de ingresso e são obrigados a estacionamento fora da área urbana da praia. Em Florianópolis, estes ônibus param em qualquer lugar, bloqueiam o trânsito, impedem os caminhões da Comcap de recolherem o lixo e provocam um cenário bagunçado nas praias, especialmente, em Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus.  Uma região com extensas áreas públicas que poderiam ser usados para regulamentação, estacionamento e até receita.

Praias sem regras e fiscalização inexistente – Foto: Moacir PereiraPraias sem regras e fiscalização inexistente – Foto: Moacir Pereira

No principal balneário do litoral, motor homes não podem parar nas áreas movimentadas e dispõem de espaço apropriado para não atrapalhar o trânsito.  Na Ilha de Santa Catarina  estes veículos de turistas encostam em qualquer  via pública e até sobre as ciclovias.  Não há norma até hoje na Capital sobre o destino equipamentos.

A Prefeitura de Florianópolis anunciou regras especiais para os vendedores ambulantes, para coibir abusos nos aparelhos de som, para a ilegal presença de animais na areia e até no mar.

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Pois em várias praias do norte da Ilha, multiplicam-se os ambulantes, os visitantes estouram os tímpanos alheios com música sertaneja de gosto discutível e a cachorrada corre solta.

Nestes últimos dias não se viu na praia mais frequentada e movimentada do norte da Ilha – Canasvieiras – um único policial militar ou guarda municipal.

Não basta regulamentar. É preciso fiscalizar, sob pena de prevalecer a desorganização, a bagunça e a “terra de ninguém”.

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