O que fazer em Florianópolis em 3 dias? Faça a sua programação
Com atrações para todos os gostos, quem procura o que fazer em Florianópolis encontra boa gastronomia, cultura de fácil acesso e contato com a natureza por toda parte
A capital de Santa Catarina foi eleita uma das melhores cidades para fazer turismo no Brasil. Grande e rica em atrativos naturais, históricos e culturais é um desafio pensar o que fazer em Florianópolis em apenas três dias.
Passeio pela icônica Avenida Beira-Mar Norte consta no roteiro do que fazer em Florianópolis – Foto: Reprodução NDTV RecordTV/NDAgências de turismo possuem city tours que levam os visitantes a diferentes regiões da Capital em um único dia, em roteiros com oito horas de duração.
Nossa proposta, entretanto, foi criar um roteiro concentrando locais próximos e pensando na logística dos deslocamentos para você saber o que fazer em Florianópolis com mais tempo, sem deixar de curtir as principais atrações turísticas da Ilha da Magia.
Locomover-se por Florianópolis acaba sendo mais prático de carro, mas a cidade inteira é interligada por linhas de ônibus. Aqui você consegue pesquisar as linhas que vão de um canto a outro do município.
Dito isso, saiba a seguir o que fazer em Florianópolis em sua breve passagem pela cidade.
Dia 1: o que fazer em Florianópolis
O primeiro dia em Florianópolis se concentra no coração turístico da capital: a Lagoa da Conceição e o seu entorno. São várias as possibilidades para desfrutar de uma região que as pessoas consideram ter uma “vibe” especial. Confira então o que fazer em Florianópolis em seu primeiro dia pela Ilha da Magia.
O roteiro
– O bairro da Lagoa da Conceição fica na região Leste, a cerca de 13 quilômetros do Centro de Floripa, pela SC-404. Antes mesmo de chegar ao Centrinho da lagoa, pare no Mirante do Morro da Lagoa da Conceição, à beira da SC-404, com área de estacionamento e placas indicativas. A vista é bonita e ampla, abrangendo a imensa lagoa, dunas de areia, morros verdes e areia urbana.
– A apenas dois quilômetros do mirante, você chegará ao Centrinho da Lagoa da Conceição, onde se concentra o comércio, bares, restaurantes e cafeterias. Na Praça Bento Silvério, inclusive, costuma haver uma feira de artesanato.
O melhor jeito de explorar a região é a pé! Entrando na Rua Orlando Carioni, você terá acesso a uma faixa de gramado que contorna a Lagoa da Conceição, onde é possível sentar e apreciar a paisagem.
Opção para quem procura um pouco mais de emoção é praticar sandboard nas dunas de areia que ficam, mais ou menos, na metade da Avenida das Rendeiras.
– Estando nesta região de Floripa, aproveite para almoçar e conhecer uma das comunidades mais tradicionais da ilha: a da Costa da Lagoa, onde se chega apenas por trilha (são sete quilômetros) ou de barco, opção mais viável para um roteiro curto.
O barco sai do terminal lacustre, na Rua Senador Ivo D. Aquino, próximo à ponte de acesso à Avenida das Rendeiras. Aqui você pode conferir os horários de saída. O transporte custa R$ 12,50 por pessoa e o pagamento deve ser feito em dinheiro ou PIX.
– Em cerca de 40 minutos, o barco atraca próximo aos restaurantes da comunidade da Costa da Lagoa, onde as especialidades são peixes, frutos do mar e ostras.
Ali ao entorno ainda é possível caminhar por uma trilha que leva à uma cachoeira. Fica atento apenas aos horários do transporte para retornar ao Centrinho da Lagoa da Conceição.
– Se essa opção não lhe agrada muito, você pode optar pela comunidade do outro lado da Lagoa da Conceição, onde é possível chegar de carro pela SC-406: a Barra da Lagoa.
Com paisagens lindas, clima simpático e acolhedor, o local tem boa infraestrutura de bares e restaurantes, além de trilhas, piscinas naturais e uma prainha escondida.
– No retorno, seja da Costa da Lagoa ou da Lagoa da Conceição, a noite pode encerrar em algum barzinho ou restaurante do Centrinho ou da famosa Avenida das Rendeiras.
Dia 2: 0 que fazer em Florianópolis
O segundo dia do roteiro o que fazer em Florianópolis será dedicado a conhecer e desfrutar algumas praias da região Norte da cidade, começando pela Praia de Canasvieiras, uma das queridinhas dos estrangeiros em SC, passando pela glamourizada Jurerê Internacional e finalizando no charmoso e colonial bairro de Santo Antônio de Lisboa.
O roteiro
– A Praia de Canasvieiras fica no Norte de Florianópolis, a cerca de 27 quilômetros do Centro, pela SC-401 por cerca de 40 minutos, dependendo das condições do trânsito.
Canasvieiras é uma praia com cerca de 2,5 quilômetros de faixa de areia fina e larga, águas bem calmas (ideal para crianças e idosos) e temperatura morna.
O bairro em si é muito bem estruturado, com amplo comércio, restaurantes e espaços com calçada e praças em alguns pontos da orla. Mesmo fora da alta temporada, ocorre com regularidade passeios de Barco Pirata de cerca de 4 horas com parada para banho na Ilha do Francês.
– Em Canasvieiras, vale conhecer sua vizinha mais famosa: a Praia de Jurerê Internacional, a apenas 15 minutos de carro. Apelidada de Miami brasileira, o diferencial do balneário está menos em suas características naturais e mais na estrutura urbana.
O bairro planejado é formado por inúmeras casas de alto padrão, além de ter lojas de marcas de luxo, restaurantes de alta gastronomia e famosos beach clubs onde ocorrem festas badaladas.
Além de um passeio pela praia, não deixe de conhecer a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, que fica no final da praia e é aberta à visitação. Vale também uma parada para um café no Jurerê Open, um calçadão que reúne gastronomia e diferentes lojas.
– Saindo dali via SC-402 e SC-401, em cerca de 20 minutos chegará a Santo Antônio de Lisboa, onde finaliza o segundo dia do roteiro. O bairro de ruas estreitas de pedra e casas coloridas em estilo luso-brasileiro tem cara de vilarejo e um famoso pôr do sol.
É aos finais de semana à tarde, que a localidade pulsa. Lojas e feira de artesanato na primeira rua calçada de Santa Catarina, restaurantes à beira-mar, cafeterias e muitas pessoas caminhando pela rua tornam o clima especial.
Estando ali, não deixe de provar ostras em algum de seus restaurantes. Santo Antônio é uma das localidades que concentra a produção dos moluscos que deram fama à Florianópolis. Enquanto come, aprecie o pôr do sol!
Dia 3: o que fazer em Florianópolis
O último dia do roteiro concentra as principais atrações turísticas da região central da capital de SC, área mais próxima à rodovia de saída da Capital.
Você irá conhecer o principal cartão-postal de Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, o Mercado Público, dois grandes museus, além da figueira centenária, que está no hino da cidade.
A melhor forma de fazer esse passeio é a pé. Por isso, calce um tênis e uma roupa confortável e descubra o que fazer em Florianópolis em seu primeiro dia na Ilha da Magia.
O roteiro
– A Avenida Beira-Mar Norte é uma das mais icônicas de Floripa e ponto inicial do roteiro. A via inteira tem cerca de sete quilômetros de extensão, com calçamento e ciclofaixa.
A caminhada ou pedalada, entretanto, pode iniciar na altura do Beiramar Shopping. Ali, a área mais aberta deixa a visão da baía Norte completamente descoberta e pelo caminho há bancos, áreas gramadas, trapiches de observação e vários totens de Floripa para fotos. O passeio de cerca de 2 quilômetros vai te levar até a Ponte Hercílio Luz.
– Na altura do nº 884 da Avenida Beira-Mar Norte, onde há um “bolsão” com um mirante de madeira, você seguirá pela Rua Felipe Schmidt e entrará à primeira direita, na Avenida Jornalista Assis Chateaubriand.
Lembrando que este roteiro é para quem está a pé ou bicicleta! Logo em seguida, passará em frente ao Parque da Luz, uma área arborizada, e bem em frente estará a cabeceira da famosa ponte.
– A Ponte Hercílio Luz é o principal cartão-postal de Florianópolis e também de Santa Catarina e patrimônio brasileiro. São 821 metros de comprimento que liga a parte continental de Floripa à ilha propriamente dita.
Os pedestres e ciclistas podem cruzá-la em passarelas laterais, separadas dos carros. Aos finais de semana, aliás, ela fica fechada para a passagem de veículos motorizados.
A paisagem de cima é linda e rende boas fotos. Se for percorrê-la por inteiro, chegará ao bairro Estreito, na parte continental. Volte pela ponte para a ilha para seguir o roteiro do dia.
– Descendo da ponte, siga em direção à Rua Conselheiro Mafra para chegar ao próximo ponto turístico: o Mercado Público de Florianópolis. São cerca de um quilômetro até o prédio histórico que reúne mais de 100 boxes, entre restaurantes, quitandas, cafeterias, lojas de artesanato tradicional, peixarias, entre outros. A parada para o almoço lá é sempre uma boa pedida e, aos finais de semana, acompanhada de música ao vivo e muita animação.
– O Mercado Público fica bem em frente ao Largo da Alfândega, onde fica a Casa da Alfândega, atual sede da Galeria do Artesanato. Uma parada ali, pode garantir boas compras de obras com elementos tradicionais e folclóricos da ilha, como as bruxas, o boi de mamão, barcos pesqueiros, rendas de bilro, entre outros. A casa é aberta de segunda a sexta-feira e aos sábados até às 13h.
– Seguindo o Largo da Alfândega até o seu final, vire à esquerda para chegar à Praça XV de Novembro, berço da ocupação urbana de Florianópolis, que tem como testemunha uma figueira centenária, que se sustenta com o auxílio de barras metálicas. No extremo da praça está a Catedral Metropolitana de Florianópolis, que vale a pena ser conhecida.
– Ao redor da Praça XV, dois outros espaços históricos encaminham o roteiro do primeiro dia ao final: O Museu Histórico de Santa Catarina, cuja sede é o suntuoso e rosado Palácio Cruz e Sousa, e o moderno e interativo Museu de Florianópolis, dedicado a não apenas preservar a história da ilha como também pensar o futuro da cidade.
A menos de cinco minutos a pé, você também pode conhecer a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, conhecida por sua escadaria de onde se tem uma bonita vista da cidade. O templo religioso foi construído por pessoas negras, escravizadas e ex-escravizadas, que não podiam frequentar a “igreja dos brancos” e concluída em 1830.
– O dia pode encerrar em algum barzinho central, rooftop ou no Armazém Rita Maria, um conjunto de antigos galpões industriais que virou um centro gastronômico e de arte. O espaço funciona todos os dias da semana, até meia-noite ou 22h, dependendo do dia.