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SC europeia: conheça a história de Mafra, cidade que nasceu após Guerra do Contestado
A cultura polonesa presente em Mafra nas tradições, nos grupos folclóricos, gastronomia e festas tradicionais
Algumas características ligam a história de Mafra à de Canoinhas. Além de serem atravessadas pela Estrada da Mata, são cidades vizinhas – separadas apenas por Três Barras, onde ainda hoje se pode ver resquícios da companhia norte-americana Southern Brazil Lumber and Colonization Company -, viveram a Guerra do Contestado e têm sua população formada por tropeiros e imigrantes europeus.
Ponte Dr. Diniz Assis Henning – Foto: J.C Grein Xavier/Prefeitura Municipal de Mafra/DivulgaçãoA cidade de Mafra como é hoje nasceu após a Guerra do Contestado, de 1912 a 1916. Anteriormente a ela, o território era praticamente um bairro do município paranaense de Rio Negro, uma região onde, por volta de 1900, já viviam imigrantes alemães, poloneses, ucranianos e italianos, entre outros.
A cultura ucraniana, por exemplo, ainda está presente em Mafra, representada pelo Grupo Folclórico Vesná, que significa primavera em ucraniano. Com mais de 30 anos de existência, ele tem como objetivo perpetuar a cultura eslava por meio de danças populares.
O grupo fica no bairro Vila Ferroviária, local onde vivem muitos descendentes. Mafra inclusive já recebeu o Festival Nacional de Danças Ucranianas. Também há pelo município gastronomia típica eslava (polonesa e ucraniana), além da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Rito Ucraniano Oriental, inaugurada em 1975, no Centro da cidade.
É ali que a comunidade de descendentes pratica suas celebrações. Por sua vez, os descendentes dos imigrantes poloneses têm se organizado em Mafra por meio da Braspol, entidade que tem feito um trabalho de retomada de tradições, como a criação de grupos folclóricos, aulas de polonês, jantares típicos e celebrações de Natal.