Valdenir Cristiano Leal é barqueiro desde menino na Guarda do Embaú – Foto: Gabriel Lain/ND“Se a pessoa vem na Guarda e não atravessa de barco ela não conheceu a Guarda. É a mesma coisa que não tivesse botado os pés nessa areia”, afirma o barqueiro Renato Silva, que é o presidente da Associação dos Barqueiros da Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis.
A travessia de poucos minutos pelo Rio da Madre é feita por 78 barqueiros associados. De uma margem a outra, apoiados numa vara de bambu, os homens fazem de seis a 15 viagens por dia.
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Renato está nessa tarefa há muitos anos, desde menino ajudava o pai na pescaria durante o inverno e na travessia no verão. “Não precisa de força para conduzir o barco, apenas de jeito”, diz.
SeguirPara ele, a atividade que começou há 35 anos é a alma da praia e, por isso, pretende que se torne patrimônio histórico e cultural.
Renato da Silva diz que travessia é um patrimônio da Guarda – Foto: Gabriel Lain/ND“Estamos trabalhando num estudo para que isso possa sair do papel e virar lei. É uma forma também de proteger toda essa comunidade que depende dessa atividade. É o ganha pão de todo mundo aqui”, salienta.
Pai e filho
Valdenir José Leal concorda. Assim como ele, o filho Valdenir Cristiano Leal também tem na travessia o sustento para muitos meses. Valdenir pai trabalha como barqueiro, e é também pescador, há mais de 30 anos. Começa na função às 6h30 e só para quando não tem mais ninguém para atravessar.
O filho Valdenir começou cedo, aos 12 anos quando mudou-se de Itajaí para a Guarda. Faz de seis a dez viagens por dia, às vezes mais. Tudo depende da demanda. No inverno, Valdenir não vai pescar, como o pai. De barqueiro ele passa a pintor e jardineiro.
Serviço:
- Travessia de barco: R$ 4, por pessoa
- Horário: A partir das 6h