Colonizada por imigrantes italianos, esse pedacinho do estado recebeu o título de Vale da Uva Goethe, onde turistas e moradores podem encontrar um cenário incrível, repleto de parreirais e vinícolas.
As cidades de Urussanga e Pedras Grandes representam grande parte do território dos Vales da Uvas Goethe. As cidades estão a aproximadamente 30 km da serra catarinense e a 30 km do mar. A região apresenta variações exatas de temperaturas e sofre influência de correntes frias oceânicas, condições perfeitas para a produção desse tipo de uva.
Colonizada por imigrantes italianos, esse pedacinho do estado recebeu o título de Vale da Uva Goethe – Foto: Divulgação/NDTVEm Urussanga o Destino SC foi conhecer a Vinícola Vigna Mazon, tradicional e familiar. Em seus 55 hectares de terra, a propriedade ao ano produz em média 30 mil garrafas de vinho e recebe os visitantes para visitas guiadas e degustação de rótulos.
“Ao provar você sente bastante a untuosidade, o vinho vai preencher bem a boca, e podemos sentir a mineralidade, porque a nossa região é muito rica em minério. Tem argila, tem carvão, e também a presença da salinidade, por conta da nossa proximidade com o litoral.” explica Patrícia Mazon Freitas, proprietária da vinícola.
Por ser um vinho de verão, em janeiro acontece a colheita das uvas. No local os visitantes podem experimentar com os pés o modo mais tradicional da produção. No restante do ano, turistas e moradores podem encontrar o sabor da uva transformada em vinho, suco e até mesmo geléia.
Por ser um vinho de verão, em janeiro acontece a colheita das uvas – Foto: Divulgação/NDTVDurante o passeio é possível conhecer os bastidores dessa incrível produção. Patricia apresenta os tanques onde o líquido é armazenado. “Os tanques onde a gente acondiciona a uva para fermentação são diferentes, aqui nós não aderimos aos de inox, nós armazenamos as uvas nesta fortaleza de tijolos maciços. Cada tanque de decantação comporta 10 mil litros de vinho.”
Na adega, acessamos os tesouros mais bem guardados da vinícola, com vinhos produzidos na safra de 1984. Relíquias do nosso estado.
Outra atração é a arquitetura do local, com um prédio construído nos anos 80 que até hoje estampa na fachada tijolos de antigas vinícolas que foram demolidas. Além disso, uma capelinha construída nos anos 20, está carregada de histórias e fica em frente aos vinhedos.
No restante do ano, turistas e moradores podem encontrar o sabor da uva transformada em vinho, suco e até mesmo geléia – Foto: Divulgação/NDTVPatrícia conta que os brasileiros cada vez mais tem procurado por vinhos “estressados” . “O estressado é aquele cheio de bolhas onde a gente bota uma injeção de gás carbônico, ele é mais conhecido como vinho frisante. As bolhas são sinônimo de festa. E cada vez mais o brasileiro tá aderindo à tacinha de espumante depois de um trabalho cansativo, êxito atingido, são vários motivos pra abrir uma garrafa de espumante”, brinca e explica a proprietária.
E para quem chegou até aqui com um gostinho na boca, Patrícia conta que a última safra surpreendeu, “ tivemos uma excelente qualidade, com uma doçura muito marcante”. A ideia da vinícola é promover uma experiência completa, por isso para provar e comprar o vinho, só visitando Urussanga.
Gostou? Que tal conhecer pessoalmente esse passeio?! Para essas e mais dicas de como curtir o verão pelo nosso estado, acompanhe os conteúdos do Destino SC em nosso portal e toda sexta-feira no Balanço Geral.