Especialistas da área sociológica e da segurança pública detalham perfil de quem comete crimes como o atentado em Saudades, que ocorreu na manhã desta terça-feira (4).
Marcos Rolim, sociólogo e consultor em segurança pública, e Sandro Sell, especialista em segurança pública, concederam entrevista para o ND Notícias sobre o caso.
Cidade está em choque com o crime brutal. – Foto: Willian Ricardo/NDMaisRolim garante que esses jovens costumam se reunir em “bolhas” da internet, até mesmo na deep web, onde desenvolvem uma cultura da violência, apreço pelas armas e gosto pela brutalidade.
Sandro Sell diz que essa característica é “impulsiva”, no sentido de que a violência não tem racionalidade prática, é algo que surgiu ‘do nada’, pois o autor não estava tentando nenhum tipo de crime mais comum, como sequestro, por exemplo. É uma violência explosiva e gratuita.
Como evitar ataques
Alguns Projetos de Lei tentam barrar essa busca por visibilidade, por exemplo, tentando deixar “no anonimato” os nomes dos autores que cometem atentados como esses.
O delegado Jerônimo Marçal Ferreira, em entrevista coletiva, descreveu o autor do crime como “quietão, sem namorada, sem celular, e com poucos amigos, mas que já haviam se afastado dele nos últimos dias”.
Até então, o episódio mais recente tinha ocorrido na cidade de Suzano, São Paulo, em 2019, onde dois criminosos invadiram uma escola estadual e mataram oito pessoas.
Outro caso famoso é o de Realengo, no Rio de Janeiro, onde 12 estudantes foram mortos por um assassino de 23 anos.