Com inúmeras adversidades, Biotherm é o último veleiro a chegar na Vila da Regata em Itajaí

Equipe chegou à Ocean Live Park por volta das 8h desta quarta-feira (5), fora do pódio da perna mais desafiadora da The Ocean Race

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

Receba as principais notícias no WhatsApp

Enfim os integrantes da Biotherm poderão descansar e fazer os reparos necessários na embarcação. Fora do pódio da perna mais desafiadora da The Ocean Race, a equipe chegou à Ocean Live Park em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, por volta das 8h desta quarta-feira (5), logo após o 11th Hour.

A chegada da equipe contou com comemoração por parte dos voluntários e demais equipes que madrugaram na Vila da Regata em Itajaí.

Biotherm é a última equipe a chegar na Vila da Regata em Itajaí – Foto: Amory Ross / 11th Hour Racing / The Ocean Race/NDBiotherm é a última equipe a chegar na Vila da Regata em Itajaí – Foto: Amory Ross / 11th Hour Racing / The Ocean Race/ND

A Biotherm e a 11 th Hour estavam praticamente empatadas. Apesar de navegarem com 80 milhas de distância entre as duas embarcações leste/oeste, a distância para Itajaí era quase a mesma na tarde desta terça-feira (4).

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Foram quase 40 dias em alto mar, com o desgaste físico dos competidores e técnico dos barcos já se mostrando presentes. Chegar em Itajaí garante, além da pontuação, dias de mais calmaria.

Reta final cheia de adversidades

Além dos danos à vela, o barco da Biotherm ainda enfrentou um vazamento – entrando na água lentamente – e nesta terça-feira (4) a equipe relatou que o sistema hidráulico que move a quilha não está funcionando, o que se tornou um procedimento manual. Além disso, a equipe está sem instrumentos de sopro há mais de uma semana.

Tem sido uma longa lista de desafios a superar e uma notável demonstração de espírito de luta para se manter na disputa pelo pódio, algo que o capitão da Biotherm não demorou a reconhecer.

“O vento está bastante instável”, relata Meilhat. “(Segunda-feira) não estávamos com o foil danificado, o que foi bom. Mas navegamos nos últimos dez dias sem o sensor de vento e tem sido muito difícil tentar dirigir o barco durante a noite, quando você não pode ver as velas.

“Mas estamos indo rápido em comparação com a previsão e voltamos na 11th Hour Racing Team, o que é uma boa notícia. Talvez possamos lutar pelo terceiro lugar. Temos esperança e a esperança é um motor para a equipe!”

Vento não contribuiu

O tempo em Itajaí é precioso para as equipes. Isso porque são nessas paradas em terra que os times podem realizar os reparos necessários nas embarcações para garantir uma continuidade segura na competição.

O clima enfrentado pelos veleiros no momento não é o ideal para um progresso rápido até Itajaí. Os ventos fracos a moderados encontrados na reta final da etapa desaceleraram os barcos, que tinham estimativa de chegar em terra firme já nesse início de semana.

Tópicos relacionados