Os números que tornam a The Ocean Race uma competição impressionante

Da idade dos competidores até a duração da regata e distância percorrida, The Ocean Race impressiona pelos números

Redação ND Itajaí

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A The Ocean Race é uma regata impressionante: do número de pessoas envolvidas, medalhistas olímpicos, até a duração e distância percorrida pelos atletas, os números da corrida impressionam a qualquer um. A edição 2022-23 marca também os 50 anos da regata, que começou em 1973.

Os números que fazem a The Ocean Race uma competição impressionante – Foto: Amory Ross / 11th Hour Racing / The Ocean Race/NDOs números que fazem a The Ocean Race uma competição impressionante – Foto: Amory Ross / 11th Hour Racing / The Ocean Race/ND

São 37 mil milhas (ou 60 mil quilômetros) percorridos pelas cinco melhores equipes de velejadores do mundo em seis meses; paradas em nove cidades (incluindo Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina). Esses são apenas alguns dos números desta edição da competição.

Tecnologia e barcos que ‘voam’

Esta edição da regata tem ainda mais tecnologia envolvida. Os novos IMOCA 60, classe dos barcos que veio para Itajaí, podem “voar” sobre a água. Eles são extremamente rápidos, e podem chegar a mais de 70 quilômetros por hora apenas com o vento.

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Os IMOCAs têm uma área de vela maior e uma quilha inclinada, além de foils retráteis (uma espécie de “nadadeira” ao lado da embarcação). Isso aumenta ainda mais o desempenho, fazendo com o que o barco possa se erguer sobre a água. A quilha giratória e o par de foils possibilitam ainda que os barcos consigam cobrir 600 milhas náuticas ou mais em 24 horas.

O IMOCA 60 é um monocasco de 60 pés (18,3 metros de comprimento) construído em carbono.

Tecnologia é presença garantida na The Ocean Race – Foto: 11th Hour Racing/The Ocean Race/Reprodução/NDTecnologia é presença garantida na The Ocean Race – Foto: 11th Hour Racing/The Ocean Race/Reprodução/ND

Elenco internacional

A elite da vela se encontra na The Ocean Race. São cinco equipes, que carregam nos barcos a bandeira de quatro países: França (Biotherm), Alemanha (Malizia), Suíça (Holcim – PRB) e Estados Unidos (11th Hour), além de um time que representa toda a Europa (GUYOT environnement).

Mas, além disso, os 29 competidores representam 10 nacionalidades: Austrália (1), Grã-Bretanha (7), Holanda (1), França (12), Alemanha (4), Itália (1), Portugal (1), Espanha (1), Suíça (1). Jack Bouttell, do time 11th Hour, é britânico e australiano.

A França é destaque nesta edição, sendo o país mais representado na competição. Quatro dos cinco times tem pelo menos dois franceses a bordo, com o time americano sendo o único sem nenhuma representação francesa.

Repórteres a bordo

Além dos competidores, cada time traz um repórter a bordo para viver a aventura de dar a volta ao mundo em um veleiro. Estes profissionais já são veteranos da competição, com destaque para Amory Ross, do 11th Hour. Ele já cobriu três campanhas ao redor do mundo antes desta.

Entre os estrantes nesta edição estão Charles Drapeau, no GUYOT environnement – Team Europe; Anne Beaugé e Ronan Gladu no Biotherm; Julien Champolion no Team Holcim – PRB; Antoine Auriol no Time Malizia; e o chinês Minghao Zhang no Biotherm.

Barcos possuem repórteres a bordo – Foto: Antoine Au.riol / Team Malizia/NDBarcos possuem repórteres a bordo – Foto: Antoine Au.riol / Team Malizia/ND

Idades

Existe uma diferença de 24 anos entre o velejador mais jovem da competição, o francês Tom Laperche, do Holcim – PRB, e o mais velho, o também francês Yann Eliès, do time Malizia: Laperche tem 25 anos, e Eliès tem 49.

Entre os competidores mais novos estão Laperche, a holandesa Rosalin Kuiper (27); a francesa Amélie Grassi (28) do Biotherm; o alemão Phillip Kasüske (28), no GUYOT environnement; e o britânico Will Harris (29), a bordo do Team Malizia – todos eles com menos de 30 anos quando a competição começou.

Estreantes na competição e com menos de 28 anos, Kasüske, Kuiper, e Laperche podem receber o troféu Hans Horrevoets Rookie, uma premiação para os “novatos” mais jovens e que se destacam na regata.

Já entre os capitães dos times, a idade aumenta: Benjamin Dutreux, do GUYOT, tem 32 anos; Charlie Enright, do 11th Hour, tem 38; Paul Meilhat, do Biotherm, tem 40; Boris Herrmann, do Malizia, tem 41; e o capitão do Holcim – PRB, Kevin Escoffier, é o mais velho, com 42 anos.

Na média de idades, o time GUYOT é o mais jovem, com 35,6, enquanto o Biotherm é o mais velho, com uma média de 37,2 anos.

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