The Ocean Race: barcos enfrentam problemas nas primeiras horas da largada rumo à Itajaí

Dois veleiros precisaram de reparos após deixarem a Cidade do Cabo, na África do Sul

Foto de NATHALIA FONTANA E MARCELO NUNES

NATHALIA FONTANA E MARCELO NUNES CIDADE DO CABO (ZAF)

Receba as principais notícias no WhatsApp

A largada da terceira etapa da regata transoceânica The Ocean Race começou com fortes emoções neste domingo (26). Após uma mudança no local de partida por conta do avistamento de baleias, as equipes iniciaram com pouco vento, e as primeiras horas já indicaram que esta deve ser uma perna de muitos desafios até a chegada em Itajaí, no Litoral Norte de SC.

Biotherm saiu na vantagem, mas barco apresentou problemas – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/Reprodução/NDBiotherm saiu na vantagem, mas barco apresentou problemas – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/Reprodução/ND

“Dia de tempo firme aqui na Cidade do Cabo. Céu azul, sol brilhando, movimento relativamente intenso na Vila da Regata, que aqui funciona em um complexo comercial. Dois veleiros assim que deu a largada tiveram alguns problemas técnicos e precisaram fazer algumas manutenções”, conta o repórter do Grupo ND Marcelo Nunes, que acompanhou o evento de perto.

A equipe Biotherm saiu na frente em um início impressionante, enquanto os outros quatro barcos ficaram encalhados cerca de 100 metros longe da linha de partida.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O time francês conquistou quase 600 metros de distância das outras equipes, que logo pegaram uma corrente de vento e avançaram na competição.

O veleiro alemão Malizia foi o segundo a cruzar a linha de partida, seguido do GUYOT Team Europe, com a 11th Hour Racing Team liderando por pouco o time Holcim PRB.

Os veleiros deveriam completar duas voltas em pontos demarcados pela organização do evento antes de seguirem rumo ao alto mar. No final da primeira volta, a então líder Biotherm perdeu velocidade e foi do primeiro ao último lugar.

Pouco tempo depois, o time acionou o Comitê de Regata e precisou suspender a corrida para retornar ao porto para fazer reparos.

“Quebramos a escota em uma das extremidades da vela principal. Precisávamos vir para fazer esse reparo e substituição. Não devemos perder muito tempo se fizermos isso agora. Não é um grande problema, mas precisamos consertá-lo”, afirmou o capitão da equipe Paul Meilhat.

11th Hour Racing Team também precisou realizar reparos no veleiro – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/Reprodução/ND11th Hour Racing Team também precisou realizar reparos no veleiro – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/Reprodução/ND

Em seguida, foi a 11th Hour Racing Team que precisou suspender a corrida por danos a uma ripa. Mas a equipe americana optou por ficar no mar para fazer reparos e cumprir o período mínimo de duas horas.

“Quebramos duas pontas de asa na vela principal”, disse o CEO da equipe, Mark Towill. “Na verdade, temos dois sobressalentes a bordo, então poderíamos fazer o reparo, mas isso nos deixaria sem sobressalentes para o Oceano Austral. Portanto, colocaremos os sobressalentes a bordo para estarmos preparados para a longa etapa. Esta é a coisa mais prudente a fazer”.

A previsão é que a parada das equipes não demore muito tempo. “Eles devem voltar a regata nas próximas horas, até porque a saída aqui na costa da Cidade do Cabo está com pouco vento, então eles terão que fazer esses ajustes”, explica o correspondente do Grupo ND.

Jornada desafiadora

Antes da largada, o capitão do Team Malizia, Boris Hermann, compartilhou os desafios das condições climáticas nesta etapa da competição.

“É sempre difícil. Vento fraco pode ser difícil, e vento forte também, e nós teremos ambos. Primeiro teremos condições complicadas para sair da Tabel Mountain, não tem vento atrás. Depois teremos ventos muito fortes, o barco vai balançar bastante”, afirmou o capitão.

Ele também relatou que este será um período difícil, por conta da saudade da família. Mas, segundo Boris, uma das belezas de velejar é justamente aprender a apreciar e dar mais valor aos momentos vividos juntos.

Velejadores se despediram da África do Sul na largada da terceira etapa – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/Reprodução/NDVelejadores se despediram da África do Sul na largada da terceira etapa – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/Reprodução/ND

Os cinco veleiros enfrentarão os mares mais ao sul do planeta nesta longa viagem até Itajaí. Serão 23 mil quilômetros e mais de 30 dias de navegação em busca pela liderança da regata.

Por conta da duração e nível de dificuldade, esta etapa conta com a pontuação dobrada para as equipes. Os primeiros pontos serão contabilizados para a ordem em que os barcos passam em uma marca perto da ponta oeste da Nova Zelândia, e a segunda pontuação será para a ordem de chegada em Itajaí.

A expectativa é de que os veleiros cheguem em Itajaí nos primeiros dias do mês de abril.