O manezinho Davi Melatti d’Eça Neves, de apenas 12 anos, e atleta do ICSC (Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha), ainda absorve o feito alcançado no Campeonato Mundial de Optimist, na Turquia, entre o fim de junho e início de julho.
Davi durante prova na Turquia – Foto: Arquivo pessoalEm Bodrum, ao sul da capital Istambul, ele terminou em nono lugar na classificação geral da modalidade, entre os 275 participantes de mais de 60 países.
O resultado garantiu ao jovem velejador o título de campeão mundial sub-12 de Optimist, feito inédito para um brasileiro desta idade.
Seguir“O Davi competiu no geral de 10 a 15 anos. Nesse geral ele ficou em nono lugar, ou seja, ele é top 10 do mundo. Na categoria de 12 anos pra baixo ele foi o campeão”, explica o pai, Alexandre d’Eça Neves, que também tem um longo histórico na vela.
A competição aconteceu entre 29 de junho e 6 de julho, quatro dias depois do fim, o manezinho completou 12 anos e, ainda na Turquia, aproveitou para comemorar o título e o aniversário com a família.
“Ele [Davi] se preparou, se dedicou muito. Ele é bem disciplinado, já sabe fazer o programa dele de treinamentos se for preciso. O resultado acabou sendo uma surpresa porque foi a primeira experiência dele fora do Brasil”, conta Alexandre.
Manezinho subiu no lugar mais alto do pódio – Foto: Arquivo pessoalDavi, Alexandre e a mãe, Ana Paula Melati d’Eça Neves, retornaram ao Brasil nesta terça-feira (12). Orgulhoso do feito, o jovem prodígio conversou com a reportagem do Arena ND+.
“Foi muito legal, o campeonato mais difícil já participei. Apesar disso, foi muito divertido, conheci pessoas de todos os lugares e fiquei muito feliz de ver que eu estava no mesmo nível dos melhores”, conta Davi.
Amor pela vela vem de família
O amor pela vela corre pelas veias da família de Davi. O avô, Rodrigo D’eça Neves, foi campeão sul-americano e brasileiro. Além disso, o pai, Alexandre, hoje com 49 anos, pratica o esporte desde os quatro, com título mundial em 2009 no currículo.
Hoje, Alexandre é um dos técnicos do filho. “Hoje ele [Davi] é treinado pelo Alexandre Paradeda. Trabalhamos juntos desde outubro do ano passado [2021]”, conta o pai.
Além disso, Alexandre tem uma escola na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, onde dá aulas de Windsurf. “Também estive nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, como juiz de regata”, conta.
Davi durante o campeonato na Turquia – Foto: Arquivo PessoalSegundo a família, Davi praticamente “nasceu” dentro uma escola de vela e pratica o esporte desde os 4 anos.
“Ele sempre levou a vela como uma brincadeira. Enquanto ele tiver brincando vai poder continuar velejando. Velejar é brincar, se divertir, ser criança. Isso é o grande diferencial dele”, explica Alexandre.
Com 6 anos, Davi começou a competir, participou do Campeonato Brasileiro em 2019 e foi campeão da categoria estreante em 2020. Além disso, foi campeão brasileiro mirim em 2021 e bicampeão sul-brasileiro em 2022.
“Como pai é um orgulho saber que você pratica um esporte e tem o teu filho que faz a mesma coisa que você gosta e ainda de certa forma melhor do que você”, revela Alexandre.
E o calendário de Davi não para por aqui em 2022. No fim de setembro, o jovem atleta participa do Campeonato Sul-Americano no Rio de Janeiro.