Os desafios enfrentados pelas equipes da The Ocean Race na jornada da África do Sul até Itajaí

Entre pessoas feridas e problemas nos barcos, equipes chegaram "mais perto do espaço" na perna mais longa da competição

Redação ND Itajaí

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Atravessar o Oceano Pacífico é um desafio até para os velejadores mais experientes. Também, pudera: longe da civilização e em meio a condições adversas, tudo pode acontecer. O desafio maior, no entanto, é outro: chegar em primeiro e vencer a The Ocean Race. Os velejadores atracaram em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina neste final de semana.

Velejadores da The Ocean Race enfrentam desafios em jornada da África do Sul até Itajaí – Foto: Antoine Auriol / Team Malizia / The Ocean Race/NDVelejadores da The Ocean Race enfrentam desafios em jornada da África do Sul até Itajaí – Foto: Antoine Auriol / Team Malizia / The Ocean Race/ND

Largada difícil e susto

Logo na largada da África do Sul a equipe GUYOT Team Europe enfrentou problemas no casco do barco. No dia 7 de março, eles confirmaram que desistiram desta etapa da “Fórmula 1 dos mares”.

“A decisão está tomada. Não tínhamos escolha. Se tivéssemos retomado a terceira etapa e navegado pelo Oceano Antártico até Itajaí, não teríamos tido tempo de nos preparar para a próxima etapa. Estaríamos então sempre atrasados nas outras pernas também. Em Itajaí, ainda faltam 60% da prova. Perdemos 20% agora, mas depois estaremos prontos para os 60% restantes”, explicou o capitão Benjamin Dutreux.

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A equipe deu meia-volta e ficou na África do Sul até concluir os reparos necessários à embarcação. Depois disso, “cortaram caminho” até Itajaí, fazendo o trajeto mais curto, pelo Oceano Atlântico.

Entre pessoas feridas e problemas nos barcos, equipes chegaram “mais perto do espaço” na perna mais longa da competição – Foto: Julien Champolion | polaRYSE / Holcim – PRB / The Ocean Race/NDEntre pessoas feridas e problemas nos barcos, equipes chegaram “mais perto do espaço” na perna mais longa da competição – Foto: Julien Champolion | polaRYSE / Holcim – PRB / The Ocean Race/ND

Onda gigante deixa velejadora ferida

Após o capitão do time Malizia, Boris Herrmann, ter sofrido uma queimadura com água fervente, outra integrante da equipe se feriu na competição. A co-capitã, Rosalin Kuiper, sofreu um ferimento na cabeça depois de uma grande onda atingir o barco.

Ela estava dormindo quando a onda atingiu o veleiro. Com o impacto, ela caiu do beliche e bateu a cabeça, ganhando um corte acima da sobrancelha direita.

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Logo após o acidente, a equipe realizou os primeiros socorros e entrou em contato com a costa para contar o que havia acontecido e depois entrou em contato com o médico da regata, Spike Briggs, para ver qual seria o melhor tratamento.

Por estar em um ambiente remoto – na hora, eles estavam no meio do oceano -, a equipe escolheu continuar o caminho.

Mais perto do espaço do que de civilização

Outro desafio para as equipes foi estar rodeado, até onde os olhos podem ver, por água. O trajeto até Itajaí passou pelo Ponto Nemo, o mais remoto possível, mais próximo da Estação Espacial Internacional do que de terra firme.

“Ponto Nemo” é o mais longe de terra firme – Foto: Google Maps/Reprodução/ND“Ponto Nemo” é o mais longe de terra firme – Foto: Google Maps/Reprodução/ND

No Oceano Pacífico, o Ponto Nemo é o mais longe de terra firme possível. Ele está a 2,688 quilômetros do local mais próximo. As coordenadas para o local são 48°52.6′S 123°23.6′W.

Time Malizia vence terceira etapa

Na madrugada deste domingo (2), o Time Malizia atracou em Itajaí. Foi o primeiro veleiro a chegar na cidade. Algumas horas depois, a equipe Holcim-PRB também chegou, em segundo lugar. A previsão é que o 11th Hour só chegue na quinta-feira (5), e, na sexta (6), o Biotherm.

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