Com casa cheia, Joinville Vôlei é derrotado pelo Monte Carmelo na Superliga B

Time joinvilense errou muito durante o jogo e nem o apoio da torcida evitou a primeira derrota na competição

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A torcida estava com saudade e fez o seu papel na noite deste sábado (4). Com o Centreventos Cau Hansen lotado, o Joinville Vôlei recebeu o Monte Carmelo pela Superliga B, mas apesar do apoio da arquibancada, a equipe joinvilense não conseguiu se encontrar na partida e foi derrotada por 3 sets a 1. Com isso, o Joinville Vôlei conheceu o primeiro revés na competição, perdeu a invencibilidade e a liderança.

O Joinville Vôlei foi derrotado pelo Monte Carmelo na noite deste sábado (4), no Centreventos Cau Hansen – Foto: Carlos Jr./Joinville Vôlei/Divulgação/NDO Joinville Vôlei foi derrotado pelo Monte Carmelo na noite deste sábado (4), no Centreventos Cau Hansen – Foto: Carlos Jr./Joinville Vôlei/Divulgação/ND

Em um jogo disputado e decidido no detalhe em todos os sets, a equipe mineira levou a melhor e fechou o jogo com parciais de 23 a 25, 25 a 23, 24 a 26 e 22 a 25, mantendo sua invencibilidade e assumindo a liderança da Superliga B.

Para o levantador Gustavo Orlando, de Monte Carmelo, o foco e a lucidez da equipe fizeram a diferença em um jogo tão equilibrado. “Sabíamos que seria um jogo muito difícil, primeiro a questão climática, estava muito quente, a temperatura muito abafada, muitos jogadores com problema de suar muito e com isso molhava a quadra, o jogo ficava parado mais de um minuto e alguns esfriavam. Sabíamos que seria um jogo muito difícil, contra uma equipe muito estruturada, muito bem elaborada, com o Peu, que é um excelente professor com essa galera, era um jogo muito difícil e não poderíamos perder a lucidez em nenhum momento”, disse.

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“Sempre foi no detalhe, tirando o último set que nós chegamos a abrir uma vantagem. Mas, durante o jogo, nós abríamos e eles com o saque tiravam a diferença, o importante era não perder a lucidez porque sabíamos que seria um jogo muito difícil”, complementou.

O técnico Peu salientou a boa atuação da equipe mineira, que apostou na variação do saque, além da concentração na recepção, que fazia o jogo do time visitante rodar com mais tranquilidade, explorando as fragilidades do Joinville na noite.

“O time de Monte Carmelo foi muito feliz no saque, muito feliz mesmo, fez uma variação de saque muito boa. Nós precisamos segurar melhor, trabalhar melhor essas bolas. Sacamos bem, mas não conseguimos bloquear e defender as bolas altas deles, falhamos muito nisso, precisava ter trabalhado muito melhor nisso e hoje não foi bom. Então, é continuar treinando, trabalhando, entender que a Superliga B é uma competição extremamente difícil. Foi um time que jogou muito bem e nós não conseguimos achar o caminho do jogo. Temos que trabalhar, estudar, para achar o caminho do jogo na próxima vez”, destacou.

As bolas altas do time mineiro também foram destacadas pelo oposto Bisset, que foi um dos destaques do time joinvilense. “A equipe deles jogou muito bem, não podemos tirar o mérito deles, mesmo com o nosso saque agressivo, eles conseguiram rodar quase todas as bolas, bolas altas e nós não conseguimos parar o jogo deles. Eles viraram muito bem as bolas. Precisamos começar a trabalhar mais bloqueios e tentar cuidar dessa bola com passe alto, que acho que foi o que nos faltou hoje. Mas, também quero agradecer a torcida que nos apoiou durante todo o jogo, foi muito bonito de ver”, falou.

Outro destaque da partida foi o oposto Wallaf, que entrou com um saque agressivo e eficiente, além de levantar a torcida virando as bolas de ataque. No entanto, uma câimbra o tirou do jogo no terceiro set.

“Eu poderia ter contribuído mais, tentei voltar, mas não consegui. Saio triste porque lutamos tanto para mostrar o melhor dentro de quadra, e não pude mostrar meu 100% por câimbra nas duas pernas”, contou. Para ele, faltou paciência ao time para conseguir equilibrar ainda mais a partida e buscar a vitória em casa.

“Acho que faltou um pouco de paciência, tivemos algumas ações em que estávamos afobados e o que estudamos durante a semana, não executamos corretamente. Eles jogaram bem, não podemos tirar o mérito deles, mas muitas bolas estavam pré-determinadas e nós não fizemos o nosso papel como equipe”, avaliou.

Após a derrota, o Joinville Vôlei tem quatro dias de treinamento antes de viajar para enfrentar o Manaus, no Norte do país. A equipe embarca na sexta-feira (10) e enfrenta o time amazonense no sábado (11), às 19h30, na Arena Amadeu Teixeira.

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