A delegada da Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de São José, Marcela Goto, informou nesta terça-feira (9) que identificou ao todo seis vítimas do técnico de vôlei André Wilson Testa, preso na última quinta-feira (4), pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual, entre outros previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O professor e árbitro de vôlei cumpre prisão preventiva.
Após prisão do suspeito, vítimas procuraram a Polícia Civil de São José – Foto: Marcello Jr/Agência Brasil/ND“Temos seis vítimas identificadas ao total. Primeiramente foram quatro, após a divulgação da prisão foram mais duas e outras foram citadas. Vamos tomar mais depoimentos nesta semana para obter mais elementos de prova. A investigação segue e aguardamos por mais desdobramentos”, anotou a delegada.
Marcela Godo informou que nesta semana foram ouvidas as duas vítimas identificadas recentemente e mais três testemunhas. Não há informação de quantas pessoas prestarão depoimento até o fim desta semana.
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André Wilson Testa, natural de São José, foi preso na última quinta-feira (4). Atletas e ex-atletas denunciaram abusos que teriam sido cometido pelo técnico, quando ainda eram menores de idade.
“Ele fazia você ter confiança nele, dizia que não iria acontecer nada, que estava tudo bem e você ia gostar daquilo. Ele tentava te tranquilizar para mostrar que aquilo ali não era errado”, contou João Victor Querino Morais, hoje com 19 anos, uma das vítimas – que detalhou à ND os abusos sofridos.
O técnico foi indiciado por estupro de vulnerável, importunação sexual, além de violar dois artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) o artigo 232, que diz respeito a humilhar e constranger adolescente; além do artigo 243 que é fornecer bebida alcoólica a menor de idade.
Ainda segundo repassado pela delegada Marcela Goto, ele estaria coagindo testemunhas no curso do processo.
André Wilson Testa, técnico de vôlei que está preso acusado de estupro de vulnerável – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDAndré é conhecido na comunidade e no meio esportivo da Grande Florianópolis e todo o Estado. A defesa do técnico acredita que a prisão preventiva é inoportuna, desnecessária e ilegal.